Aqui estamos num tascume do Botequim, terra apropriada para uma entrevista a Pedro Dionísio, nosso vizinho, cantor na internet e nos palcos a sério. Proprietário do site http://www.dyonysyo.com/ , lançou no mesmo 12 músicas ao longo do ano 2008. Estreamo-nos nestas coisas de falar para um gravador e depois transcrever tudo. Não somos jornalistas, apenas amantes de Riachos!
O Cardume (OC) - Para já, começamos por dar os parabéns a um vizinho nosso por um projecto de grande qualidade. Já apresentaste o teu trabalho nas Festas do Entroncamento e tens cantado em alguns bares... Agora vai ser o teu mega-concerto! Como te sentes, pá? Pedro Dionísio (PD) - Bom, em primeiro lugar queria agradecer este vosso convite e oportunidade de divulgação deste projecto. Sinto-me feliz por ter realizado este projecto, ter a coragem de vir cá para fora e expor o meu trabalho e sujeitar-me à crítica. Acima de tudo, tenho a sensação para comigo próprio de dever cumprido, dei o máximo que podia com os recursos, tempo e capacidade que dispunha.
OC - Fizeste uma longa caminhada até Dezembro; vendo o resultado final, vemos que tiveste um trabalhão com as músicas e filmes... Não houve nenhuma altura em que te apeteceu parar? PD - Parar nunca foi hipótese, em qualquer momento, mesmo nos de maior desespero. Tinha-me comprometido a apresentar 12 músicas em 12 meses às 00h00 do primeiro dia de cada mês e jamais me passou pela cabeça não o cumprir. Se eu sonhasse sequer que isso seria um possibilidade nem sequer tinha começado. Quando me cumprometo com algo, é para levar a sério.
OC - És professor! Qual é a avaliação que a ministra faz das tuas músicas? (sorriso sarcástico) Ou não queres falar dela antes de um momento tão importante? PD - Bom, prefiro nem saber a resposta. A Srª Ministra tem feito tanto mal ao ensino que todas as palavras de desapreço pelo seu trabalho seriam poucas ou insuficientes para o descrever. Espero que os professores se mantenham unidos e prefiro ficar por aqui.
OC - Os bilhetes para o teu concerto são baratos - 500 paus, €2,5 em dinheiro... Como tem corrido as vendas? Casa cheia? PD - Os bilhetes começaram a ser vendidos na segunda-feira e vão de facto a bom ritmo. Uma casa cheia seria certamente uma forma bonita de acabar este trabalhoso caminho de 12 meses, de qualquer forma, cheia ou não, estamos convictos que os espectáculo que preparámos vai valer a pena ser visto. Será mais do que um mero concerto, desde o momento da entrada no cine-teatro... O preço dos bilhetes é simbólico visto que a Câmara Municipal do Entroncamento está a promover este concerto como forma de apoio e reconhecimento deste projecto. Aproveito para aqui deixar o agradecimento à CME.
OC - Tens malta riachense contigo. A Teresa Tapadas encantou no "Parece Fado" e a Filipa Rodrigues lá abrilhanta a tua música como ela bem sabe. Elas vão lá estar no concerto. O que achas da música e da malta do Riachos? Cuidado com a resposta... (tom claramente ameaçador, eheh...) PD - Sim, é verdade, tive o enorme prazer de poder contar com a presença da Teresa, que desde o primeiro momento se mostrou disponível para colaborar, quer a nível de gravações ou actuações ao vivo. A Filipa Rodrigues já é amiga de longa data e veio dar um toque mais fresco com a sua fantástica voz. Na canção de Dezembro, a voz da Filipa destaca-se em parte do tema que é cantado em dueto comigo. O resultado conseguido, tendo em conta a ambiência que se queria criar em torno do tema, foi na minha opinião bastante positivo. Conheço muitos músicos em Riachos, alguns deles amigos, e estou habituado à criatividade e qualidade que estes músicos empregam nos seus trabalhos. Os Cepa Torta por exemplo vão de vento em pôpa, os Além Mar que dispensam apresentações e o projecto "Os Outros" que parece estar prestes a mostar o seu trabalho cá para fora. Sei que estão em gravação mas já os ouvi ao vivo e apreciei a originalidade dos temas deles. Desejo-lhes muita sorte.
OC - Para terminar... se isto fosse o concurso da Teresa Guilherme, qual seria a pergunta que não gostavas que te saísse nestas entrevistas todas que tens dado? (novamente aquele sorrisinho) PD - "Dás-me um beijo?"... OC - Quanto a isso podes ficar descansado que nunca te iremos perguntar ... ... ...
OC - Agradecemos o tempo disponibilizado, que sabemos que é pouco. Deixa lá que nós pagamos os bagaços ao homem. Desejamos-te o melhor para a tua carreira! Gostámos de viajar de comboio contigo ao longo deste ano e esperamos que promovas mais viagens destas. O Ribatejo precisa de malta como tu (e como os riachenses que cantam contigo...eheh)!
Interrompemos a nossa onda musical para um tema que entra nas nossas tertúlias regularmente.
Riachos está na história do país por muitas coisas, mas dedicamos este post à época em que uma das maiores produções portuguesas de Cânhamo se encontrava nos nossos campos. Desconhecemos quando começou a ser plantado, mas a fibra 100% natural - filaça - tem utilidades inúmeras. Fala-se dos eucaliptos, do mal que fazem ao solo, a bio-diversidade que impedem que exista... Pois fique-se sabendo que na indústria do papel, 1 hectare de cânhamo produz mais do que 4 hectares de eucaliptos. Porém, é também utilizado nas indústrias têxtil (5 vezes mais resistente que o algodão... ...), de cosméticos (cremes, champôs...), alimentar (cereais de pequeno-almoço, margarinas vegetais, infusões...), mecânica (lubrificantes, tintas, combustíveis biológicos...).
Segundo fontes seguras, os maiores produtores de Cânhamo são:
- China, porque é o maior produtor de tudo, até de gente...
- França, que cresce a produção todos os anos
- Roménia, em 1999 plantou 40000 hectares
- Canadá, 30000 hectares
- Reino Unido, 4000 hectares com promessas de grande expansão
Em Portugal é proibida a sua plantação extensiva desde 1971, de acordo com dados do Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA).
Mas depois há uns subsídios para a sua plantação, mas que é só para alguns filhos de uns primos que são amigos de uns cunhados de alguém que já esteve uma vez com certa pessoa que era amiga pessoal de um secretário de estado do ministério da agricultura... Pronto, é possível, mas não é muito fácil! Só se pode plantar 1ha, o que torna economicamente inviável qualquer produção. Ninguém consegue uma produção significativa apenas em terrenos até 1ha.... São muitas as utilidades desta planta e não apenas para fumar como os nossos governantes devem pensar.
O Cardume utiliza, pois, responsavelmente este espaço para dar o seu contributo à economia local e nacional.
Fica aqui a nossa sentida homenagem a um produto que levou o nome de Riachos a todo o país.
Pedro Barroso canta e faz-nos sonhar. A canção "Tão Mulher" do seu último trabalho - Sensual Idade - foi parar ao Youtube e não resistimos. A malta nova pode não gostar muito do estilo, mas estilo não é tudo. Pedro Barroso (en)canta. É um declamar de poesia com os sentimentos todos ali à vista. Continua Pedro!
não liguem muito às imagens... a letra e a música é que contam aqui
Andamos há que tempos para falar na moça e aproveitamos a onda dos "Outros" para continuarmos numa onda musical.
Rita Damásio, mais conhecida pela irmã do Francês, é cantora. Muitos se lembram dos tempos dos Alemmar, onde a menina cantava lá atrás de uma data de instrumentos, mas com uma beleza tal, que parecia que estava ali, mesmo na linha da frente do palco. Ora bem, apesar de ao que parece ter nascido na França, veio bater com as costas ao Ribatejo, mais propriamente a Riachos, para os lados da Costa Brava. Diz um vento que passa na nossa terra, que "quem nasce, vive ou viveu em Riachos é de Riachos".
O Cardume, assumidamente riachense (por muito que isto doa a certas e determinados críticos....) felicita assim mais uma ilustre riachense que se afirma no panorama cultural internacional. Rita Damásio uma das novas vozes do grupo Madredeus. Parabéns!
Se é uma banda riachense, goste-se ou não, tem que ter espaço no panorama artístico riachense. Somos uma terra onde a arte marcou sempre a sua posição. Como bloggers assumidamente riachenses, não dos que navegam na net, mas dos que nadam no subaquático mundo cybernautico, abrimos as portas dos nosso espasso a um projecto musical. Esperamos que seja original, no sentido em que descobre a sua origem, que vingue e cresça.
Venham de lá esses "Outros"!
OUTROS Luís Santos (guitarra, voz), David Gonzaga (bateria, vozes), Pilas (baixo, vozes), Joel Kelso (guitarra, vozes)
Amanhã, quinta-feira, vão ser feitas obras de remodelação na rede de distribuição da áuga em Riachos. O que significa que entre as 9.30 e as 17.30 se alguém quiser tomar banho, regar as couves da horta, dar de beber à burra ou fazer a sopa do almoço tem de usar a água da fonte da Barreta. Cá nós, ao pequeno almoço, costumamos beber um valente copo de áuga, amanhã vamos substitui-lo por vinhaça.
O concurso é o Jogo Duplo, na RTP. O concorrente, que apresenta um dos maiores bigodes vistos na televisão nacional, é riachense. Não nos fica nada mal assinalar algo marcante: um representante nosso foi à televisão! Pode parecer pacóvioisse orgulharmo-nos de alguém de Riachos que foi a um concurso de televisão, mas não só foi como GANHOU(!!!) na primeira sessão, bem como na final semanal. José Carlos Malato, conhecido apresentador que já foi feliz em todas as terras do país, assinalou a presença de Alexandre "Asterix" pelo facto de este ter sido até agora o concorrente que mais questões acertou no mesmo concurso: 23 certas em 25 possíveis! Para além do mais, na primeira sessão, o concorrente afirmou ter sido o modelo nú de José Cutileiro para a sua famosa estátua fálica do Parque Eduardo Sétimo. "__Desde que souberam disso, tem sido só telefonemas" - diz o nosso conterrâneo. "__Querem-no nú em todo o lado, é?" - questiona o Malato. "__Não é preciso estar nú, desde que esteja naquela posição..." - brincou o riachense. Eheh! Tem pinta! Nenhum peixe deste cardume conhece pessoalmente o indivíduo, mas o seu bigode já tinha entrado diversas vezes nas nossas tertúlias sobre o pensar e viver riachense. Parabéns ao concorrente! Honrou a nossa terra e mereceu ambas as vitórias!
Vejam bem esta desgraça... o site do Teatro Virgínia, no qual o senhor João Aidos (o mesmo que levou o Teatro Aveirense à falência) está responsável pela Direcção Artística/Programação e Direcção Financeira, tem um site que deve ter custado umas belas centenas ou até milhares de euros, e está nas condições que abaixo se descrevem... se antes foi o próprio Teatro que teve de ser recuperado, depois de um longo período encerrado ao público, parece, agora, que é o site que tem de passar por uma operação semelhante.
Tivemos de dar voltas com fartura e de recorrer a artimanhas injustificáveis para completar as seguintes tarefas: - Encontrar o inquérito sobre a programação e condições do Teatro;
- Preenchimento do inquérito sobre a programação e condições do Teatro (via Firefox é impossível, mas com o Internet Explorer já se consegue fazer); - Ver a Reportagem Fotográfica FESTAS DO ALMONDA '08 que está anunciada na página inicial do site... utilizando o Firefox ou o Internet Explorer é impossível, ou quase, ver as fotos. Apenas uma se consegue ver na totalidade. E agora reparem nisto: só conseguem ver a primeira foto e talvez 1/5 da segunda, mas estão a ser carregadas no vosso computador uma boa quantidade de fotos. Além disso cada uma das fotos presentes (a que se vê e as outras todas que não se vêm) têm o exagerado tamanho de cerca de 600 Kb cada (as fotos em vez dos 72 dpi's que deveriam ter têm 150, daí o tamanho fora do comum), o que torna a página de lento carregamento.
Outro dos aspectos que deve ser rectificado, é o facto da péssima apresentação de várias páginas, em que a área a cinzento (o mais claro que os restantes existentes na página) que devia acompanhar o texto presente acaba antes do final do texto
O rapaz precisa do apoio riachense! Vamos malta, todos a visitar o site, todos os dias! Juntos vamos conseguir dar uns minutos de alegria ao jovem, em vez de um mês de escravatura!